Autre ’régime’ pour le Brésil au 1er janvier 2019

Le 29 décembre 2018, par Geneviève Koubi,

Comme Jair Bolsonaro sera investi le 1er janvier 2019 comme président de la République fédérative du Brésil, adresser « um grande abraço », envoyer des « boas festas ! », souhaiter un « feliz ano novo », aux amis et collègues brésiliens n’est pas si aisé.

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Après une campagne électorale marquée par des propos virulents à l’encontre de certaines catégories de la population, avec un programme ultra-libéral en matière économique, avec le projet de privatiser maintes activités, avec des intentions lugubres pour l’état de la planète, soutenu par les forces armées, le nouveau président devra ce jour-là prêter serment … sur la Constitution.

Le Parti des travailleurs n’assistera pas à l’investiture [1], tandis qu’un décret du président encore en fonction avant la passation de pouvoir assure que les avions suspects ou hostiles, pouvant présenter une menace pour la sécurité, notamment en prétendant survoler les lieux, pourraient être abattus par les forces armées [2]. Cependant, curieusement, les touristes accourent [3] !!

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Puisque le président arrivant prêtera serment sur la Constitution, il lui faudra donc par la suite respecter les dispositions du texte constitutionnel du 5 octobre 1988 (plusieurs fois amendé).

L’article 84 de la Constitution énumère les attributions du président en 27 points :

« I - nomear e exonerar os Ministros de Estado ; / II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal ; / III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição ; / IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução ; / V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente ; / VI - dispor, mediante decreto, sobre : a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos ; b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos ; / VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos ; / VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional ; / IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio ; / X - decretar e executar a intervenção federal ; / XI - remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar necessárias ; / XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei ; / XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos ; / XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do Banco Central e outros servidores, quando determinado em lei ; / XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União ; / XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União ; / XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII ; / XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional ; / XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional ; / XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional ; / XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas ; / XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente ; / XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstas nesta Constituição ; / XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior ; / XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei ; / XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62 ; / XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição. // Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. »

C’est aux termes de l’article 85 qu’il sera nécessaire de se référer pour cerner les possibles mises en cause de sa responsabilité : 

« São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra : / I - a existência da União ; / II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação ; / III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais ; / IV - a segurança interna do País ; / V - a probidade na administração ; / VI - a lei orçamentária ; / VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais. [Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento] ».

Or, au vu du programme développé lors de la campagne, bien des actes contraires à la Constitution pourraient être émis.

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Les principaux ministres de ce président aux accents militaires plus que simplement sécuritaires sont d’ores et déjà connus [4].

Les intitulés des ministères dits ’principaux’ sont : Maison civile, Économie, Justice et sécurité publique, Affaires étrangères, Défense, Éducation, Agriculture, Environnement, Science et Technologie, Santé, Banque centrale. Certains des ministres relèvent du gouvernement en fonction jusque-là. La phase transitionnelle a induit une continuité insinuante entre le président, désormais ’ancien’, et le nouveau, désormais actuel.

Pour la majorité des ministres, notamment à l’attention de ceux qui sont peu au fait des modes de gouvernance publique, une formation a même pu leur être dispensée à l’Escola Nacional de Administração Pública [5]. Le contenu de ces enseignements n’a pas été diffusé.

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La mise en œuvre des programmes envisagés fait déjà frémir autant nombre de citoyens du Brésil que ceux des États voisins.

Sont aussi inquiets bien des États de par le monde, ne serait-ce qu’en considérant l’intention affichée de retirer le Brésil de l’Accord de Paris et d’ouvrir des territoires autochtones de l’Amazonie à l’exploitation minière [6] – signant ainsi la fin du moratoire sur les licences d’exploitations de certaines matières premières en Amazonie, bien que celui-ci a déjà été écorné par le président sortant [7]. Nul doute que les premières décisions officielles seront lues à la loupe dès le lendemain de l’investiture...

En quelque sorte, dès le 1er janvier 2019, « résister » sera bel et bien un « devoir »... [8]

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Notes :

[1] « PT anuncia que boicotará posse de Bolsonaro no Congresso », 28 déc. 2018.

[2] 13 critères ont été ainsi déterminés par le décret : « Decreto de Temer autoriza abater aeronaves no dia da posse de Bolsonaro », 28 déc. 2018.

[3] V. « Posse de Bolsonaro infla turismo cívico e afeta hotéis e aeroporto no DF ! », 29 déc. 2018.

[4] V., la présentation de N. Coisplet, sur Bom dia Brésil, « Diaporama : les principaux ministres du gouvernement Bolsonaro », 11 déc. 2018 - même si certains ont été ’nominés’ par la suite.

[5] V. « 18 futuros ministros se encontraram em escola do governo especializada em gestão de políticas públicas », globo 27 déc. 2018 ; « Ministros de Bolsonaro fazem ’aula’ de governança », 27 déc. 2018.

[6] V. « Brésil : les projets de Jaïr Bolsonaro menacent l’Amazonie, selon des experts », 3 nov. 2018.

[7] V. par ex. « Au Brésil, le nouveau président Bolsonaro est une menace pour l’Amazonie et les peuples autochtones », 29 oct. 2018.

[8] V. Gustavo Freire Barbosa, « Resistir a Bolsonaro é um dever civilizatório, Carta capital, 27déc. 2018.

Droit cri-TIC ou Droit cri TIC

Cri TIC, cri-TIC en Droit. Cri-TIC de droit : critique du droit, droit de la critique, droit à la critique, droit critique.

La forme interrogative étant un des signes de l’esprit critique qui anime toute recherche et parcourt tout enseignement, ce site a pour objet, en quelques articles ou brèves, de faire part de questionnements, incomplets et inachevés, sur des thèmes diversifiés... en Droit certes, mais aussi à côté ou aux alentours du Droit.

Pr. Geneviève Koubi

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